29 de maio de 2017

Coisicas Artesanais - Nossa Senhorinha (estilizada) da Expectação - e breve oração pra 'criança interior' em dias de pirraça...


Uns dois anos atrás eu ganhei de uma amiga mais que querida, radiante e iluminada, a , um potão com argila azulada umedecida, pronta para esculpir e/ou modelar. Na ocasião, ao me dar aquela prenda inesperada, ela me disse que não se tratava exatamente de um presente, mas de "possibilidades"... ;)

Confesso que estremeci diante das possibilidades (e de tamanha "responsa"!)... E a inspiração (acanhada com meu estremecimento) custou a me visitar... Ou, melhor dizendo, eu custei a percebê-la (visto ser ela demasiado delicada e gentil, especificamente neste caso)... 

Nas primeiras vezes que tomei aquela argila pra brincar, eu partia já com mil ideias preconcebidas e projetos na cabeça. Não estava sensível, portanto, à "argila-ela-mesma", ou ao que ela poderia ter a me dizer (sim, a argila!)... Acabava aquelas experiências invariavelmente arrasada: sem nenhuma peça concluída e tendo tomado verdadeiras sovas! 

Foi apenas em fevereiro deste ano que a argila conseguiu de mim o que queria ;)

Me pegou desprecavida e me arrebatou. Já chegou me dando um nó na garganta quando eu estava distraída em casa e me causando um desconforto d'uma vontade que eu não compreendia bem o que era.... Um insight me acudiu nessa hora: "pega a argila!"... Corri pra argila, cortei um pedaço e comecei... "Vou fazer um anjo", pensei. E iria incorrer no mesmo erro das experiências anteriores se no meio do processo não tivesse cedido à insinuação (dessa vez acintosa e gritante) de uma curvinha acinturada e uma saliência de barriguinha que me indicavam outra direção... Me deixei levar...

Em coisa de vinte minutos, sem que eu atinasse para a minha real contribuição ali, vi "brotar" das minhas mãos a figura de uma Nossa Senhorinha barrigudinha, dona de um coração enorme emanando afeto peito afora: minha Nossa Senhorinha (estilizada) da Expectação. Pecinha carregada de uma simbologia delicada de amor materno, de carinho, acolhimento, afago, proteção...

Simone dos Santos - Coisicas Artesanais - N. Sra. da Expectação
Minha Nossa Senhorinha (estilizada) da Expectação

Simone dos Santos - Coisicas Artesanais - N. Sra. da Expectação
Por outro ângulo...

Esta pecinha não está à venda... Porque no meio do processo de arrebatamento (digo, de criação) eu me esqueci de alguns cuidados básicos que deveria ter tomado e, por isso, não pude fazer a sua queima, o que a torna muito, muito frágil. Por isso, esta belezinha ficará num cantinho especial aqui de casa, a me lembrar da lição aprendida e a me inspirar novas e futuras... possibilidades! ;)


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Embalada por certa "aura mariana" que parece ter me inspirado a partir da prenda que ganhei da Fê (uma pessoa, aliás, super antenada com essa energia feminina e acolhedora de uma Grande Mãe que envolve a tudo e a todos), aproveito para publicar aqui um poeminha-oração que fiz num outro momento de "arrebatamento" (ou conexão...). Simplezinha e singelinha, é bastante eficaz para aqueles momentos em que a nossa "criança interior" está de birra e faz beicinho só porque precisa se saber acolhida num colinho bom... ;)

Ave Maria, cheia de graça,
Mãe de bondade e compaixão,
ilumina meu caminho,
inspira minha alma,
me enche de Amor, Alegria, Gratidão!

 
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Simone dos Santos - Minha Nossa Senhorinha da Expectação

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8 de maio de 2017

Coisicas (utilitárias) Artesanais - Porta-chaves ou porta-o-que-você-quiser...


Adoro pecinhas em madeira! E casa enfeitada com detalhes em madeira. Aliás, adoro cor de madeira, cheiro de madeira e toque macio de madeira lixada... E toda vez que marido inventa de fazer algum remendo em casa, se sobra alguma ripa ou toco, por mais catiquinho que seja, eu sempre guardo!

Esta coisica que apresento hoje vem de uma dessas sobrinhas e traz a madeira sem tinta, sem pasta, sem verniz... A madeira, ela mesma.

Pode servir de claviculário, mas funciona muito bem também como um mimo-organizador para a cozinha, para pendurar raminhos de alecrim a secar de ponta-cabeça, aquele avental fofo com carinha de casa no campo ou o paninho de prato florido que faz lembrar a vovó... E também a tesourinha de cortar bico de caixinha de leite e a luvinha térmica. Vai bem ainda no quarto, para pendurar aqueles colares que teimam em embolar... Ou para o que mais você quiser... Até mesmo as chaves! ;)

Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Mimo-organizador para traquitanas penduricáveis e afins...


Descrição: Placa de madeira (tratada com seladora e lixada) com aplicação de "rastro de borboleta",  pombinho patinado e pintado a mão, flores de madeira enceradas e ganchinhos de pendurar. A pecinha sai por R$ 60,00 + frete.

Medidas: 36 cm de largura, 7,7 cm de altura (ou 10 cm, se considerarmos os ganchinhos de cima e de baixo), 2 cm de espessura (ou 4,5 cm, se considerarmos a placa mais o pombinho). O pombinho tem 6,7 cm de abertura das asas.

Gostou? Quer pra você? Então, entra em contato! Aqui, ó: coisicas.artesanais@sapo.pt 
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21 de abril de 2017

Entrevista - trocando figurinhas com Gílian Demori


Preciso contar uma coisa pros meus (talvez 6) leitores: eu curto muito esta sessão de entrevistas aqui do Coisicas Artesanais. Porque é fantástico a gente poder conhecer (um pouquinho que seja) o artista por trás da obra, a pessoa por trás do artista e as histórias de vida por trás de uma inspiração... Isso, de certo modo, creio que nos une, porque revela o humano em todos nós. O começo, o medo, o tropeço, o erro... Mas também o aprendizado, o acerto, a conquista, a superação!

Hoje nossa prosa delicinha e com a maior cara de "visitinha entre comadres" é com a queridíssima Gílian Demori. Pode entrar! Fica à vontade! ;)

Coisicas Artesanais - Gílian, vou começar com a pergunta que faço a todos aqui no Coisicas, e juro que não é por falta de criatividade, mas por curiosidade mesmo: onde nasceu e em que data? 
Gílian Demori - Nasci em São Paulo, embora a maioria das pessoas pensem que eu seja gaúcha, pois além de minha mãe ser do interior do Rio Grande do Sul, moramos um tempo considerável em Porto Alegre. Ahhh sim, nasci em 6 de janeiro... O ano? Affff.... foi no século passado, pode ficar só nisso? rssssssss (1965)... 

C.A. - Que linda, nasceu no Dia de Reis! :) Tá, mas então... no século passado (ops!), na infância quais eram suas brincadeiras favoritas? 
G.D. - Menina, eu adorava brincar de bonecas. Vestia, penteava, dava banho, comidinhas...rssss... Minha irmã mais velha era a que subia em árvores e pulava muros, eu era a 'comportada' que preferia ficar em casa brincando com as bonecas, mesmo...rsss

C.A. - E, entre essas brincadeiras da infância, vc identifica alguma que fosse já um "sinal" da importância que o artesanato passaria a representar na tua vida? Eu, por exemplo, adorava assistir ao programa "mãos mágicas" num canal de televisão, rs... 
G.D. - Menina, que programa é esse?? 

C.A. - Ih, deixa pra lá... Era um programa do século passado... ;)
G.D. - Rsssss... Eu adorava assistir a desenhos animados, mas em relação ao artesanato acho que meus indícios mais remotos e incipientes dizem respeito às bonecas de papel... não é da sua época, rssss... Eram bonequinhas (de papel, claro) que vinham em uma espécie de livrinho ou em uma folha só, já não lembro, e você recortava e ela vinha com vestidinhos para 'trocar' e às vezes algum acessório. Então eu pegava as revistas Cláudia ou Manchete que apareciam em casa e, quando havia algum editorial ou propaganda em que aparecesse uma mulher com um vestido com estampa bonita, eu tentava encaixar algum dos vestidinhos que já vinham junto com a boneca, passava um risco com lápis para marcar e recortava, aumentando assim o 'guarda-roupas' fashion da minha bonequinha...rssss. O bom delas é que dava para fazer dezenas de vestidos novos, o ruim é que, sendo de papel, as bonecas não sobreviviam por muito tempo...rssss

C.A. - Menina, mas é claro que eu me lembro das bonequinhas de papel! Também brinquei com elas! (Aff, assim você me obriga a deixar indícios fortíssimos de que eu também sou do século passado! rs)... Tá... "mas hein"... e quando criança você sonhava em "ser o quê" quando crescesse? 
G.D. - Acho que quando era beeem pequena eu sonhava em ser dona de casa (pense que criatura mais sossegada eu era...rsss) .... depois me imaginava professora primária (fiz magistério, inclusive, no mais tradicional colégio de freiras de Porto Alegre, à época...rsss) e mais tarde, já no fim da adolescência, comissária de bordo, profissão que posteriormente eu exerci por 16 anos, até que a empresa foi 'saída' do mercado, no ano de 2006...

C.A. - E você é formada em História, certo? Vc vê, de algum modo, alguma influência dessa formação no teu trabalho manual hoje ou acha que isso ficou lá pra trás? Concorda que é possível viver muitas vidas numa vida? 
G.D. -  Opa, com certeza! Eu inclusive queria ter vivido muito mais vidas nessa daqui...rssss. Sim, sim, me formei em História e agradeço meus pais que me proporcionaram poder escolher o que gostava e não precisar trabalhar na ocasião. Eu acho que a formação acadêmica nessa área possivelmente apurou um pouco meu senso estético, a combinação de cores, equilíbrio de volumes. História da Arte, por 2 semestres, e posteriormente Seminário de História da Arte eram minhas disciplinas prediletas.

C.A. - Que maneiro! Creio que seriam as minhas preferidas também! ... Essas aulas te deixaram com o olhar apurado para o "belo", né? Então vem cá, antes de se dedicar ao artesanato, vc trabalhou em outras áreas? 
G.D. - Sim. Assim que me formei fui trabalhar com meu pai que tinha uma distribuidora de cosméticos em Porto Alegre. Nada a ver com o curso que acabara de concluir mas como era um negócio de família, eu acabei indo no embalo. Pouco tempo depois uma amiga me chamou para nos inscrevermos na seleção de comissários da Varig e eu, apesar de achar fascinante e sonhar com aquilo, fui absolutamente descrente de que pudesse passar. E eis que meses depois estava fazendo as malas e me mudando para São Paulo para fazer o curso de Formação de Comissários da empresa.

C.A. - Uau! Imagino a tua surpresa! Mas vc chegou a lecionar também, não? De qual atividade dessas gostava mais? 
G.D. - Ser comissária... com certeza! Cheguei a lecionar no magistério (só no estágio) e depois que me formei (numa turma de supletivo duas vezes por semana e por pouquíssimo tempo também - o salário mal dava para pagar o combustível ou ônibus, se colocasse na ponta do lápis...rsss). Mas a aviação era a minha praia. Até hoje ainda sonho (e de forma bem recorrente) que estou de uniforme e puxando minha mala por algum aeroporto qualquer...

C.A. - Nossa! Que incrível isso dos sonhos... Também pudera! Ser comissária fazia parte dos teus sonhos de menina! ... E, nessa história toda aí, em qual momento o gosto pelo artesanato apareceu? Quando passou a se dedicar ao artesanato, ainda que esporadicamente? E em que momento o artesanato deu sinais de que queria ser o protagonista na tua vida e que seria um bom e novo caminho a ser seguido? 
G.D. - Antes da empresa sair do mercado, eu já me interessava por artesanato e comprava revistas e materiais aos montes (o povo comprava um saquinho com 2 guardanapos de determinado modelo, eu, a descompensada, mesmo sem fazer quase nada, comprava logo o pacote com 20 e quando não um, 2 pacotes às vezes...rsss)

C.A. - Rsrsrs... Ai... o pior é que conheço alguém i-gaul-zi-nha!... rsrs
G.D. - E quem não? rsrs...  Bem... daí fiz um curso de decoupagem aqui perto de casa para tentar me aperfeiçoar mas achei muito fraco, faltava alguma coisa e eu não sabia o que era. Um dia, me apresentando para voar, encontrei uma amiga com uma peça belíssima nas mãos e conversando descobri que ela dava aulas de pintura country e resolvi marcar aula com ela. Foi então que eu descobri o que faltava e que no curso anterior não havia sido ensinado: sombra! Um projeto de pintura sem sombra, com decoupagem ou não, é uma imagem chapada e sem apelo. A sombra imprime volume, dimensão, eleva o trabalho a outro nível. O artesanato deu um salto em minha vida quando, fazendo parte de um grupo de artesãs no falecido Orkut, onde postávamos as peças que criávamos, do nada, uma quase desconhecida (conhecida apenas no universo virtual), me chamou para apresentar um tutorial em um programa de TV, o Sabor de Vida, na Rede Aparecida. Eu nem acreditei que pudesse ser verdade mas aceitei e depois disso vieram o segundo convite, terceiro, quinto, sétimo..., editorial em revista, patrocinadores... enfim, quando vi, o artesanato me resgatou da depressão em que a 'viuvez' da aviação me jogou e se tornou minha nova atividade profissional.

Coisicas Artesanais - entrevista com Gílian Demori
Gílian (ao fundo, atrás da bancada) na gravação do programa Ateliê na TV
























C.A. - E como foi no começo desse processo? 
G.D. - No início ele coincidiu (na verdade antecedeu um pouco apenas) com a demissão em massa, quando a empresa quebrou. Eu entrei em depressão e quase não saia da cama (e isso por 2 anos, praticamente). Até que, por insistência dessa professora, voltei aos poucos a mexer com meus materiais, criar uma peça aqui, outra ali... Por indicação de uma outra amiga passei a postá-los no Flickr, a plataforma de imagens mais conhecida na época, depois no Orkut... A seguir, abri minha loja em uma plataforma de vendas de artesanato e então veio o primeiro convite para tv, como comentei anteriormente...

C.A. - A gente sempre ouve dizer que artesanato é uma verdadeira terapia... E ele foi capaz de te tirar duma crise braba, né? Que bacana, Gílian! Agora vou te pedir pra deixar alguma dica para quem está começando no artesanato. (Sendo que - tá, eu sei, a entrevistada aqui é vc mas... - eu já quero deixar uma dica pros leitores, se você me permite: gente! Assistam aos vídeos da Gílian!!! São imperdíveis!!!)... Pronto. Gílian, alguma dica mais? ;) 
G.D. - Rsss... você é um doce, Simone. Obrigada pelo carinho e prestígio que me concede e por ter me convidado para fazer parte dessa sessão do seu blog. Um conselho que eu poderia dar é: procurem inspiração em todos os lugares possíveis. Seja em blogs, no Pinterest (a Bíblia das inspirações artesanais, hoje em dia), revistas, Youtube... procurem onde for e estejam de olhos e mente abertos o tempo todo, mas na hora de criar, acrescentem um detalhe do seu gosto, da sua experiência, do seu universo, da sua visão e percepção das coisas. É o que vai fazer seu artesanato único, é o que vai imprimir uma assinatura e fazer com que tenha reconhecimento nesse universo tão ilimitado e envolvente que é o processo de criar algo único com as próprias mãos. Simone, mais uma vez obrigada por esse convite tão gostoso, eu amei constar na sua galeria de entrevistados.

Coisicas Artesanais - entrevista com Gílian Demori
Gílian (de avental azul-jeans) entre suas pupilas após uma oficina sua no Ateliê Cantinho da Arte

Gílian, querida... obrigada eu! Tô muuuuuuito feliz com essa prosa que tivemos aqui, sem contar a gratidão por você ser essa pessoa tão generosa. Tudo de muito lindo procê e as mais belas inspirações te visitando sempre! :)

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Se você ainda não leu o post que publiquei sobre o trabalho da Gílian, então dá uma olhadinha aqui, ó!

E veja aqui uma "solução" que encontrei prum trabalhinho meu a partir de uma inspiração Gilianesca ;) 

9 de março de 2017

Coisicas (catiquinhas) Artesanais - Pombinho em Flor (nova edição - revista e atualizada)


Coisa rara por aqui...  Uma (quase) reprodução.

Não costumo replicar peças. Não mesmo. Porque o sopro que chega numa hora de inspiração nunca é o mesmo que volta a soprar em outras horas de inspiração.

Bacana, né? Poético?? 

Mas a verdade é ainda outra...

A começar pelo fato de que, tecnicamente, é muito difícil (leia-se: dá um trabalho do cão!) replicar uma peça igualzinha. Pelo material um dia comprado e, às vezes, nunca mais encontrado... Por aquela mescla de tintas que resultou num tom incrível de azul ciano com nuances cottage (e que te faz duvidar que vai conseguir reproduzir um dia tal cor de novo)... E por diversas outras variáveis que não vou ficar enumerando aqui - que é pra não ficar chato...

Não costumo replicar peças. Não mesmo. Porque o sopro duma inspiração passada chega já sem o frescor de antes, requentado e incapaz de vencer a preguiça e o desinteresse que me visitam quando preciso "repetir" coisas.

E também porque... na vida nossa de cada dia, no trânsito, na triagem do teleatendimento, no ônibus cheio, na sala de espera do "gastro" ou no trabalho, enfim, no dia-a-dia a gente já é obrigado a lidar com tantas pequenas chatices, repetições, burocracias, obrigações e/ou privações... E porque eu decidi, muuuuuitos anos atrás, que na seara das coisas que me dão prazer (que, neste caso aqui, tem como representante o artesanato) caberia tão somente o prazer. Inspiração, alegria e liberdade.

Não costumo mesmo replicar peças... Exceto se me dá vontade ;)


Coisicas Artesanais - Simone dos Santos - Outro pombinho em flor
Meu (novo) pombinho em flor ;)

Descrição e medidas: Pombinho de madeira, patinado e pintado a mão, aplicado sobre flor de madeira com gancho de fitas penduradas. Acabamento encerado. Aproximadamente 7 cm de diâmetro por 2,5 cm de profundidade, com 15 cm de altura considerando-se as fitinhas. 

Valor da peça: R$ 20,00 + frete.

Conheça o meu primeiro pombinho em flor.

Para obter mais informações sobre compra, frete e condições de envio, escreva para: coisicas.artesanais@sapo.pt
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6 de março de 2017

Coisicas "utilitárias" Artesanais - claviculário para dois


D'um pedacito de madeira catiquinho, sobra d'algum reparo bobo feito aqui em casa (nem me lembro mais o quê), me surgiu (de um "plim!") este pequenino claviculário. De dois ganchinhos só. Para aqueles momentos da vida em que não precisamos carregar tantas chaves conosco... ;)


Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Claviculário para dois...

Atualizado em 23/04/2017: "Tem mas acabô" - o pombinho-claviculário "avuô" ;)

Ó! Aqui tem um outro tipo de claviculário... Dá só uma olhadinha!



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15 de fevereiro de 2017

PAP - Reciclar é possível - "Mandala" de Divino sobre aparador de panela


Ai... Coisica mais facinha essa de fazer! Trata-se de uma montagem super simples que resulta numa espécie de "mandalinha" do Divino. E o melhor: não requer prática, astúcia, destreza... nem tampouco habilidade! ;)

É tão facinho que as fotinhas falam por si e o "como fazer" cabe inteirinho na legenda, em frases de um fôlego só, sem nem vírgula! Ó só:

Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Tutorial simplificado: aplicar pombinho e flores de madeira com cola quente sobre descanso de panela ;)

Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
PAP: aplicar com cola quente pombinho e flores sobre aparador de panela esquecido na gaveta do buffet ;)

Precisa explicar mais alguma coisa? (PAPzinho mais sem vergonha esse, hein?)...

Tá, para aqueles que preferem um passo a passo mais tradicional e ajeitadinho (aqueles com Sol ou Ascendente em Virgem, provavelmente...), vamos lá...

Coisicas Artesanais - Simone dos Santos

Você vai precisar de:

- 1 aparador de panela redondo, hexagonal, ou de qualquer outro formato que seja do seu agrado;
- tantas flores de madeira (ou fuxicos, ou rococós ou flores de organza) quanto ache necessário;
- 1 pombinho de madeira;
- 1 "dedin" de massa corrida (só para o caso de querer fazer "pátina" no pombinho);
- cola quente;
- cera incolor em pasta;
- paninhos;
- duas escovas de dentes (para encerar e lustrar as flores).

Os pombinhos e flores de madeira eu compro "aos baldes" quando vou a Minas, mas é possível encontrá-los para compra na internet, em sites como o Elo 7.

A gente começa tratando as pecinhas de madeira. Se quiser o pombinho em cor natural de madeira, basta lixar e encerar. Mas se quiser dar o efeito de pátina branquinha, besunte o pombinho com massa corrida (eu passo com o dedo mesmo) e, depois de bem sequinho, é só lixar. 

Para encerar o pombinho, passe a cera com um paninho e, depois de seco (uns 30 minutos), lustre esfregando com um paninho limpo e seco. No caso das flores, use uma escova de dentes para passar a cera e poder atingir as dobrinhas e "afundadinhos" do entalhe. Deixe secar e depois "escove" com a outra escova que não está suja de cera, ok? Vai dar um brilho delicado.

Aqui neste link eu mostro uma outra coisica que fiz mais ou menos nesse estilo, usando aparador de palha (só que mais atrevido um cadico: com fitinhas e florzinhas de rococó)... Para lembrar que sempre temos mil possibilidades criativas com uma mesma base de material ;)

Se você gostou das pecinhas e quer uma pra você (sem ter o trabalho de fazer), ambas estão a venda (por R$ 35,00 cada + frete) e você pode entrar em contato pelo e.mail abaixo para fazer seu pedido. A primeira tem 20 cm de diâmetro e a segunda, 22 cm.


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25 de janeiro de 2017

Coisicas (caticas) Artesanais - Mais pombinhos e mais coração...


Vão dizer que ando romântica... (Tem surgido muito coração por aqui)... Vá lá, pode até ser...

Seguindo com as postagens daquela série de coisicas-caticas que criei "bobamente", a partir de uma "geral" que andei dando nos meus armários de traquitanas, hoje apresento dois trabalhinhos meio primos, quase irmãos...

O primeiro deles, "azulinho", mais simplezinho, bem-comportado. O outro, "bege-milk-shake-napolitano" (corrijam-me se eu estiver errada!), mais "atrevido", todo trabalhado na fulô ;)

Coisicas Artesanais - Simone dos Santos - Pombinho-coração azul
"bem-comportado" - R$ 35,00

Coisicas Artesanais - Simone dos Santos - Pombinho-coração trabalhado na fulô
"trabalhado na fulô" - R$ 40,00

Para enfeitar de cores serenas, de afago e acalanto o quarto das crianças (de zero a cem anos)... 

Descrição: Pombinhos de madeira aplicados sobre placas de mdf em formato de coração. O azul recebe aplicação de flor de madeira e o "bege-milk-shake-napolitano", flores pintadas a mão em estilo camponês (ou "tipo" bauer). Ambos com ganchinhos de pendurar na parede e com acabamento lustrado a partir de cera líquida. 

Medidas: 15 cm de comprimento, 13 cm de altura e 2,5 cm de profundidade, aproximadamente.

Se você curtiu essas pecinhas e quer dar de presente pro vovô, pra vovó, pro sobrinho ou simplesmente para sua criança interior, entre em contato através do e.mail abaixo:


Mas... se ficou na curiosidade de conhecer as outras coisicas catiquinhas, deixo abaixo os links para as demais pecinhas desta "série":




E, ainda, se ficou na dúvida e quer ver outras coisicas aqui disponíveis, dá uma olhadinha no menu ali do ladinho, em "Aqui tem mais Coisicas!" e escolha um divininho pra chamar de seu!
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10 de janeiro de 2017

Entrevista - Um cafezinho com Helena Coelho

Quando retomei contato com Helena Coelho para escrever sobre seu trabalho aqui no Coisicas Artesanais, em outubro do ano passado (veja aqui), eu fui recebida em sua casa com a alegria e o carinho de sempre! Naquele encontro gostoso, acompanhado de biscoitos e cafezinho, a entrevista que havia imaginado perdeu qualquer tom de formalidade e virou um delicioso bate-papo conduzido pelo carisma incontestável de Helena, que ficou à vontade para abrir seu coração e nos contar, dentre outras peripécias, como foi o momento em que se descobriu uma Artista Naif... 

Coisicas Artesanais - Helena, onde você nasceu e em qual data?
Helena Coelho - Precisa dizer o ano? rs...

C.A. - Não, fica à vontade! Eu tenho umas amigas que respondem apenas que nasceram no século passado! (Mas eu cá tenho minhas dúvidas se isso é uma boa tática, rs...)
H.C. - Ok, rs... Nasci no Rio de Janeiro, em Botafogo, no dia 1º de março de 1949. Tenho 67 anos...

C.A. - Primeiro de março? Junto com o aniversário da cidade?!
H.C. - Sim, um orgulho pra mim!

C.A. - (Tá vendo? A gente pode desviar o foco do ano de nascimento facilmente! rs) ... E eu li em alguma fonte por aí que essa data coincidiu com uma terça-feira de carnaval, é verdade?
H.C. - É, rs...

C.A. - Mais carioca impossível!
H.C. - Não é? rs...

C.A. - Na infância, quando te perguntavam o que vc queria ser quando crescesse, vc respondia o quê?
H.C. - Anjo!

C.A. - Anjo?!?!
H.C. - Anjo!! rs

C.A. - Que fofo! E que inusitado! (rs)
H.C. - (Rs) Mas eu gostava muito mesmo (não que eu quisesse ser, porque eu sabia que era impossível pra mim na época) era atuar... Eu queria atuar, eu queria trabalhar no teatro, sabe? 

C.A. - E, entre as suas brincadeiras favoritas, você aproveitava para encaixar esse sonho do teatro?
H.C. - Sim! Eu brincava com bonequinhas de papel marchê, brincava de teatro... Eram bonecos que uma professora emprestava e eu fazia as histórias de acordo com cada boneco. Eu pedia a minha avó... Eu ficava bem boazinha durante a semana e pedia a minha avó, que era lavadeira e ela estendia as peças de roupa na vila que nós morávamos, ela prendia o varal de uma casa a outra e botava os lençóis dos fregueses, essas coisas... E eu pedia a ela se me emprestava os lençóis pra fazer de cortina dos teatros - que nós brincávamos também de atuar. E com os bonecos, eu pedi pro meu tio fazer uma caixa grande e fazíamos ali marionete. Eu e os meus colegas da vila, cada um tinha uma função: um ficava na bilheteria, outro ajudava nas falas... E cobrávamos ingresso!

C.A. - Que bacana! E quem assistia a essas peças?
H.C. - As outras crianças, os pais das crianças, principalmente da vila.

C.A. - E, além de atuar e brincar de marionetes, a  Helena meninota também gostava de pintar? Havia algum prenúncio ali da Helena artista plástica?
H.C. - Não. Engraçado... porque eu não tinha... eu não fazia nada de desenho, nada. Eu só vim perceber que eu podia pintar, ou melhor, desenhar (porque no começo eu não pintava, eu desenhava só) foi quando eu fiquei doente, já adulta, com 40 anos... Eu tive que operar a lombar e fiquei um ano sem trabalhar - que naquela época a recuperação era difícil, hoje em dia é tudo rápido. E eu fiquei um ano sem trabalhar e nisso eu fiquei agoniada, porque eu sou hiperativa, né? Eu lia, mas leitura não me bastava, ver televisão não bastava, nada me bastava. Aí eu comecei a desenhar em pedaços de papelão, que eram de umas caixas de biscoitos que eu ganhava...

C.A. - Então esse dom pictórico se manifestou em você, primeiramente, pelo desenho e por ocasião de estar agoniada em casa, para espantar o tédio...
H.C. - É.

C.A. - E quando "caiu a ficha" de que aqueles desenhos podiam representar bem mais que um simples passatempo?
H.C. - Eu dividia o apartamento com uma colega minha e ela estava indo lavar o carro... e estava perto da hora do almoço, então eu pedi pra ela trazer uma comida pra mim quando voltasse. E as horas foram se passando, se passando, se passando e... Quedê? Ela fez mil coisas além de lavar o carro, almoçou e "não sei o quê" e esqueceu da minha comida. E a minha fome foi aumentando e eu fiz um desenho dum menino no balcão, o prato vazio, esperando a comida, né? Quando ela chegou e viu o desenho ela falou que era muito legal, que era coisa de artista e aí eu fui mostrando os outros desenhos que eu fazia pra outras amigas que vinham me visitar e uma delas me deu um monte de material de pintura, sabe?

Coisicas Artesanais - Entrevista com Helena Coelho
Lápis (algum tédio e muita fome) sobre papelão de biscoito: prima obra de Helena ;)

C.A. - Uau! Helena, que incrível esse teu desenho! Quanta expressividade naquele olhar!... E, vem cá... Até então você nunca tinha pensado em pintar?
H.C. - Não. Só que aí eu cismei que eu tinha que aprender, que eu não sabia de nada... Aí eu pedi pra essa minha colega, que me deu o material, pra ela me indicar uma professora. Só que... eu fiquei lá durante um mês e pouco mas a professora debochava das coisas que eu fazia...

C.A. - Como assim?!?! Ela não via ali um tipo de linguagem específica?!
H.C. - Ela sabia, ela sabia. Mas ela não... Ela achava que a gente tinha que fazer só coisa de Escola de Arte, sabe? E, nesse ínterim, uma outra conhecida minha, que era funcionária do Museu Judaico, quando viu os meus trabalhos ficou louca. E aí ela falou que ia levar fotos pra uma das curadoras do Museu Nacional de Belas Artes, pra ela ver o meu trabalho.

C.A. - Os mesmos trabalhos que a professora zombava, certo?
H.C. - É. Tudo "cortado", muita coisa "cortada", eram as minhas peças mutiladas...

C.A. - Por conta da interferência da professora...
H.C. - É. Mas... mesmo assim eu consegui fazer uma exposição no Museu Nacional de Belas Artes! E foi o maior sucesso!

C.A. - Uau!!! E foi nesse momento que alguém te contou que aquilo que vc fazia era naif?
H.C. - Foi. Foi um curador de lá também que veio falar comigo e me perguntou: "você conhece o museu naif?" Aí eu disse assim: "não". Aí ele: "não sabe o que é pintura naif?" Eu falei: "não".

C.A. - Deixa eu adivinhar... Aí ele te disse: "é isso aí que você faz"..
H.C. - É (rs), ele me disse: "é isso aí que vc faz"! rs... Agora você vê como é que as coisas são engraçadas! Eu comecei de cima, né? Rsrs!

C.A. - Sim! No Belas Artes! =)
H.C. - É! Mas não foi sozinha. Como eu não tinha um número grande de quadros, a curadora chamou um outro artista para dividir a exposição comigo. Mas tinha estandarte e tudo na porta! Rs...

C.A. - E depois disso vc foi procurar o Museu de Arte Naif?
H.C. - Fui. Quando o curador do MNBA falou do museu naif ele me disse: "quando vc for nesse museu vc vai reconhecer seus quadros".

C.A. - E aí? Rolou essa identificação?
H.C. - Nossa... eu fiquei emocionada... eu fiquei muito emocionada, sabe?

C.A. - Posso imaginar! ... E como se desenrolou esse contato lá no Museu de Arte Naif?
H.C. - Então. Mostrei aqueles trabalhos pro presidente do museu, a maioria ainda com a interferência da professora. E aí, ele falou assim pra mim: "você tem que fazer igual a Gauguin, esquecer tudo o que vc aprendeu"... (Ora, mas eu não aprendi nada! rsrs...) Ele falou: "esquece tudo, começa a pintar agora as coisas que vc sente, as coisas que vêm do seu coração; pinta, vai pintando e quando vc tiver uns 5 ou 6 quadros, vc traz aqui pra eu ver". Aí eu fui fazendo e fiquei quase um ano indo lá e ele sem me responder. Não falava absolutamente nada, se estava bom ou se estava ruim... Eu ficava agoniada... E aí, quando tinha um ano e pouco ele falou assim: "Helena, quantos quadros vc tem que já trouxe aqui pra mim?" Eu falei que uns 30 e aí ele falou assim: "bom, então eu acho que já dá pra fazer uma exposição individual"... Olha... eu fiquei doida!...

C.A. - Ai, aguenta coração!!! E como foi?? =)
H.C. - A exposição encheu pra caramba! Eu sei que era um tal de gente ficar perto do quadro pra "segurar" enquanto mandava o marido pagar! Rsrs... Até o meu sobrinho que era criança na época falou assim: "tia, você está rica" rsrs... Eu lembro que eu vendi pra caramba!

C.A. - Que delícia, Helena! E, vencido o equívoco das primeiras aulas com aquela "professora", depois que vc identificou a tua linguagem e "encontrou a tua turma", vc procurou outro professor para se aperfeiçoar?
H.C. - Olha, me chamaram, vários, vários professores de arte me chamaram pra fazer cursos... Eles falavam "Helena, você tem um desenho maravilhoso, aprende para vc aperfeiçoar", eu falava: "não quero". Porque se eu fizesse isso eu iria acabar com a pureza do meu trabalho, porque aí eu poderia começar a "julgar". E eu não penso nada disso. Eu vou fazendo. Eu faço. Se certo, se errado... Não existe "errado" pra nós.

C.A. - Bacana... Concordo com vc sobre a necessidade não perder a pureza... O "estudo", algumas vezes, acaba engessando a criatividade mais essencial, né?... Então, mas, me conta: como é o teu processo criativo? Como você passa pras telas o que sente no coração?
H.C. - Tem o professor de uma amiga minha que ele acredita assim: que nada a gente produz antes que seja produzido lá em cima, rs, pra ele a gente só cria aqui o que já está "escrito nas estrelas", rs... E é verdade, é verdade, porque quando vem a inspiração, às vezes vc tem o quadro todinho na cabeça mas aí vc olha pra tela e aí que é "o parto". Às vezes vem prontinho, pronto, e outras vezes não, sabe? É mais demorado. Mas, no final dá tudo certo! Já teve ocasião de eu ter sonho e levantar para pintar o que tinha sonhado e depois voltar pra dormir, rs...

C.A. - Rs... Divertido... Eu sei que vc retrata muitas cenas do Rio de Janeiro, mas também santos católicos, orixás, festas, encontros... De tudo isso, qual é o tema que mais te dá prazer trabalhar?
H.C. - Roça.

C.A. - Roça?!! Poxa, mas eu nunca vi um quadro teu de roça... 
H.C. - É que eles saem rapidinho! rs...

C.A. - Ai, e eu amo muito esses temas interioranos também! 
H.C. - Eu nunca morei na roça. Nunca morei "aqui-agora", mas devo ter morado de alguma outra forma, rs, porque eu AMO fazer o interior, sabe? Não é nem a cidade do Rio de Janeiro... Eu faço Rio de Janeiro porque eu acho um abuso eu ser daqui do Rio e não fazer nada do Rio, rsrs...

C.A. - Ah-é! Vai morar numa "cidade-cartão-postal" e não vai retratá-la!? Rs... E, vem cá, já teve quadro que vc precisou modificar por conta de exigência de algum cliente?
H.C. - Ah, já! Teve um que eu estava fazendo com o Cristo Redentor de costas para quem vê o quadro, né, porque ele estava virado para a Baía de Guanabara que estava ao fundo da cena e uma amiga minha quando viu achou lindo e quis comprar, mas ela pediu pra eu virar o Cristo de frente! rs... E já teve quadro meu com igrejas (e em cima de igreja tem cruz, né?), mas já tive que tirar a cruz porque os interessados eram judeus, aí, no lugar da cruz já botei cata-vento, pássaro... rsrs...

C.A. - Releituras criativas! Adorei a ideia do cata-vento! rs... Helena, querida, com essa bagagem tão rica de experiências e com tantas histórias que vc já vivenciou e tem para contar, vc teria uma dica para dar àqueles que estão começando agora no caminho da arte?
H.C. - Bom, em primeiro lugar, nunca depender só da arte no começo, para que vc não se prostitua, para que vc não fique se copiando, copiando os outros e, nisso, perdendo a sua essência, né? Que é muito difícil no nosso país, mas existem casos que a gente sabe... Mas que a pessoa que está começando não seja tão vaidosa a ponto de achar que pode porque aí é grande o risco de entrar pelo cano, né? E trabalhar muito. Tem que trabalhar muito, muito, se dedicar. Trabalhar, trabalhar, trabalhar, sempre. Até a mente ir abrindo campo pra te trazer novos temas. E andar sempre com uma cadernetinha pra ir anotando as ideias. Agora eu já não faço tanto, mas antigamente eu anotava: palavras, frases, tipo da pessoa... Alguma hora aquilo iria servir! rs...

Coisicas Artesanais - Entrevista com Helena Coelho
Helena Coelho em seu ateliê, no dia em que me recebeu pruma deliciosa prosa!

Helena, querida, obrigada por conceder essa entrevista aqui para o Coisicas Artesanais, obrigada por nos mostrar o primeiro dos teus desenhos (e que veio desencadear tantas outras histórias!)... Obrigada pelas dicas preciosas para quem está começando e muito, muito obrigada pela generosidade e carinho com que me recebeu em tua casa. (Gente, a vontade era de não ir embora e continuar por lá ouvindo as histórias maravilhosas da Helena!). Querida, agradecida demais por partilhar conosco um pouquinho da tua experiência e da tua história! Teu trabalho é encantador, mas quando a gente proseia uns minutinhos contigo, a gente vê que o encanto que existe nos teus quadros vem da pessoa incrível que você é! Grata demais! Lindas inspirações sempre pra ti! ♥

E se você ainda não leu o post que fiz aqui no Coisicas sobre o trabalho da Helena, dá uma olhadinha  aqui, ó!
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