1 de setembro de 2017

Entrevista - Artesanato e os caminhos da superação - Um 'papo cabeça' com a terapeuta Edna Pinto Chagas


Muito se ouve dizer sobre o efeito curativo do artesanato para aliviar o coração, desanuviar a mente, combater o stress e a ansiedade, resgatar a confiança, a autoestima etc. Mesmo em casos clínicos, a dedicação (ainda que temporária) a trabalhos que envolvam criatividade e fazer manual parece trazer resultados positivos consideráveis na recuperação dos pacientes.

Aqui mesmo, no Coisicas Artesanais, já tivemos o relato da Gílian, que atribui ao seu envolvimento com o artesanato o fato de ter conseguido vencer uma forte depressão, e conhecemos o trabalho do Renato, que passou a se dedicar à criação de pequenas mandalas de barro, sua "defesa" contra as dores provocadas por uma doença com a qual é obrigado a conviver.

E foi pensando nesse forte elo entre artesanato e cura, ente fazeres manuais e bem-estar, que decidi convidar Edna Pinto Chagas para uma entrevista aqui no Coisicas. Terapeuta junguiana, Edna lança mão de técnicas criativas, histórias, artesanato, atividades lúdicas etc para conduzir seus pacientes por caminhos de autoconhecimento, cura e superação. Eu própria fui por ela conduzida... por 11 anos!

[Apegada, eu?? Esperem até conhecê-la um pouquinho nessa entrevista e vocês compreenderão...]

E, por tudo isso, convido também vocês a participarem dessa entrevista que poderá ter certo ar de "papo cabeça". Mas não só... Será também um "papo alma", um "papo coração"... Porque, é certo, esta será uma conversa que, envolvendo nossas questões tão humanas, não poderia deixar de lançar luz sobre o TODO que somos. 

Coisicas Artesanais - Edna, tem "mágica"??
Edna Pinto Chagas - A mágica que tanto nos deslumbra é, em verdade, uma ilusão dos sentidos. Costumamos chamar de mágica aquilo que nos fascina. Neste sentido, tem mágica sim, tem envolvimento e deslumbramento.

C.A. - Hummm... e como se passa essa "mágica" dentro da gente? O que acontece quando a gente começa a fazer um trabalho manual e fica envolvido de uma tal maneira que, de repente, percebe que perdeu até noção da hora?... 
E.P.C. - Mudamos o nosso funcionamento habitual, que privilegia o hemisfério cerebral esquerdo (racional, lógico, cético, matemático, concreto) e colocamos em funcionamento o hemisfério cerebral direito (criativo, intuitivo, sonhador, abstrato). Quando a razão consegue ficar um pouco de lado, abrem-se novas perspectivas. O ideal, como propõe Jung, é harmonizar os opostos: não isso OU aquilo, mas isso E aquilo...

C.A. Sim, claro... Apenas quando conjugamos os nossos "múltiplos" é que podemos ser INTEIROS, né?... Mas, então... quando a gente está fazendo um trabalho manual, a gente está ativando e integrando nosso "lado  emoção" e nosso "lado razão", digamos assim, e colocando os dois para "trabalhar juntos" e, então, nesse momento, estamos "inteiros" e, portanto, mais "capacitados" a lançar novos olhares e acessar novas "respostas" para as coisas que nos cercam... É isso?
E.P.C. - É isso mesmo, e é muito bom!... 

C.A. - Edna, você, primeiramente, se formou e trabalhou nas áreas de letras e informática, certo? Em que momento da sua vida você despertou o olhar para a terapia? O que te moveu a buscar compreender e ajudar as pessoas por esse viés? 
E.P.C. - Depois de ter experimentado os dois lados, o humano e o tecnológico por muitos anos, eu ainda pensava que tinha que me submeter ao “isso OU aquilo”, mas havia uma certa insatisfação dentro de mim... eu me achava esquisita, não muito bem definida. Um dia me dei conta que, em toda a minha vida, as pessoas me procuravam para compartilhar seus sentimentos mais profundos. Como professora, isso acontecia com meus alunos. Até mesmo amiguinhos da minha filha me contavam coisas que eles diziam que não queriam abrir para seus pais. Na Informática, em empresas grandes, os colegas sempre colocavam uma cadeira na frente da minha mesa e sentavam ali para um papo “secreto”. Só muito depois eu me dei conta que ali estava uma semente que acabou me levando à Psicologia.

C.A. - Outras especialidades e modos de terapia chegaram antes da Psicologia pra você, certo? Como foi esse processo? O que você buscava?
E.P.C. - Não foi simples; eu resistia muito em voltar aos bancos universitários pela terceira vez, especialmente porque já tinha 50 anos. Comecei a fazer umas formações mais curtas, de um ou dois anos: Dinâmica de grupo, Terapias naturais, Cromoterapia, Massagens Bioenergéticas, Psicodrama pedagógico e organizacional, Arteterapia... Um dia, atendendo com arteterapia, recebi uma moça que havia saído de internação em uma instituição psiquiátrica e pude ver, além das marcas físicas que ela trazia por ter sido fortemente amarrada, o seu profundo sofrimento. Isso foi o empurrão final para que eu percebesse concretamente que precisava estudar mais sobre o ser humano e fui fazer Psicologia. Acho que o fio condutor que costura minhas diferentes experiências de vida é o respeito e o amor pelas pessoas e um desejo profundo de ajudá-las a encontrar as respostas que estão dentro delas mesmas.

C.A. - Sim, pois é... Parece até irônico porque, de certo modo, todos nós já temos as "respostas" que tanto buscamos, né? O "problema" é que para acessar essas respostas também precisamos descer ao nosso "porão", escuro e cheio de "tralhas"... E penso que, mais que coragem, é preciso muita disposição para encarar nosso "porão", né? (E fazer a "faxina"! rs)... E, também por isso, é tão importante encontrarmos um profissional que nos ajude nesse processo e nos conduza com amor...
E.P.C. - No “porão” existe a tralha, mas existe também nosso potencial ainda não explorado... e esse é o tesouro que vale a pena explorar... 

C.A. - Sim! Como eu ia dizendo... um profissional que nos conduza com amor e nos ajude a lembrar/perceber que no porão não tem só tralha! Rsrs... E, vem cá... Desde  menina, você sempre demonstrou inclinação para trabalhos manuais e artesanato ou isso surgiu a partir do seu encontro com a arteterapia?
E.P.C. - Eu sou de uma geração que aprendia na família e na escola os trabalhos manuais. Ainda menina, minha avó e minha bisavó me ensinaram a fazer tricô e crochê. Minha mãe me ensinou a trabalhar com papel e também a pintar. Ela sempre me levou para visitar museus e exposições. Assim, trabalhar com as mãos em criações expressivas fez parte da minha vida desde cedo. Chegar à formação em Arteterapia foi consequência...

C.A. - Bacana. E é mesmo: a garotada de gerações anteriores era mais habituada aos fazeres manuais...
E.P.C. - E era muito rico ter a possibilidade desse acesso... 

C.A. - É verdade... Bem, nos últimos anos você descobriu e desenvolveu um trabalho super bonito com Mandalas, onde "brinca" com cores e formas e, assim, elabora a tua própria expressão artística... Como é, para a terapeuta que conduz diversos pacientes por técnicas artesanais, trabalhos criativos e fazeres manuais, se ver também conduzida pela arte?
E.P.C. - As mandalas possuem algumas características que me agradam... Primeiro, sua simetria, que atende a meu lado racional. Segundo, a variedade e combinação das cores e formas, que atende a meu lado criativo. Fiz muitas experiências com diferentes suportes e técnicas até chegar ao que eu hoje chamo de Mandalas Pessoais, seja na sua expressão de Monogramas, seja na sua expressão de Vibração, escondendo palavras que emprestam sua vibração a um ambiente. Estou escrevendo um livro sobre essa trajetória, mas também exponho isso no meu blog. Criar essas mandalas é, sobretudo, uma experiência de muito prazer e me ajuda a mergulhar dentro de mim, desvelando muitas questões...

Coisicas Artesanais - Edna Pinto Chagas
Esta aqui me foi dada de presente♥. Você consegue ver qual palavra ela guarda?

C.A. - Hummm... Então esse processo criativo das Mandalas exerce em você a mesma "mágica" e... também a terapeuta "entra em terapia"?
E.P.C. - Claro... O terapeuta precisa estar também em terapia para não misturar suas questões com as das pessoas que o procuram. Gosto da expressão que Roberto Crema usa para designar o par terapeuta/paciente: companheiros evolutivos... Gosto porque destaca o ponto de que ambos estão em crescimento e não um deles mais passivo...

C.A. - Sim... E, afinal, o terapeuta, para além de ser terapeuta, segue sendo humano, né? (Aliás, ainda bem! Rsrs)... E, vem cá... Que bacana isso do teu livro, hein! Quando rolar o lançamento, vem contar pra gente aqui! =)
E.P.C. - Com certeza... Mas é um projeto que só deve ficar pronto no ano que vem... 

C.A. - Opa! Já estou na expectativa! ;) Edna, nas nossas sessões de arteterapia eu aprendi muitas técnicas incríveis com você... A que mais me deixou "tarada" à época (rsrs) foi aprender a fazer mosaicos de ladrilho... Lembro que comprei material para poder fazer também em casa e que, nessas ocasiões, eu era capaz de ficar horas seguidas debruçada sobre a mesa e nem fome eu sentia! Creio que foi a técnica que mais mexeu comigo... Há alguma técnica com a qual você se identifique mais e que te dê mais prazer ensiná-la e concretizá-la com seus pacientes?
E.P.C. - A técnica do mosaico permite simbolicamente desconstruir significados (quando você quebra os azulejos) e reconstruí-los (quando você reagrupa os cacos criando uma nova forma). Também gosto muito dela. Em uma outra alternativa eu uso papéis coloridos, ou recortando ou rasgando. Gosto também da variação que usa palavras ou imagens recortadas de revistas...

C.A. - Pois é! Esse negócio de, simbolicamente, quebrar o já pronto para reconstruir algo novo (e meu!) foi mesmo uma experiência "porreta"! Rsrs... Penso que podemos supor, então, que cada trabalho manual sugerido em terapia, cada técnica artesanal traz consigo uma "simbologia" que conduzirá nosso acesso ao "porão" e acenderá uma luzinha lá, para que possamos enxergar o que antes não víamos, certo?
E.P.C. - Certíssimo! O processo terapêutico se dá resgatando do inconsciente novas informações sobre você mesma. E assim ampliando seu nível de consciência... É o que está escrito no Oráculo de Delphos na Grécia... (conhece-te a ti mesmo) ou como está no evangelho: conhece a verdade e ela te libertará... Simples... mas nem tanto...

C.A. - Sim, simples "só que não", rsrs... Sabe, Edna? Uma amiga me contou que uma vez ela chegou no teu consultório se sentindo imensamente triste e chorando muito, e que vc a levou até a janela da tua sala e a entregou um frasquinho de bolinhas de sabão pra ela soprar e que esse gesto simples (soprar bolinhas de sabão na janela) foi capaz de tirar um peso insuportável do seu coração. Tem mais que meramente terapia aí, não? Tem delicadeza e sensibilidade também...
E.P.C. - Realmente, ela era uma pessoa muito reservada e introspectiva, e chegou nesse dia muito magoada e entristecida com algo que havia acontecido com ela. O silêncio dela era uma barreira entre nós. Estava claro para mim que ela precisava esvaziar o coração mas que não ia ser falando... Por isso, propus um exercício respiratório, usando as bolhas de sabão. Pedi que ela pensasse no que a estava oprimindo e soprasse com força para longe dela... Ficamos um bom tempo soprando bolhas de sabão pela janela, ela e eu, e observando sua trajetória, tamanho e os reflexos do sol nelas. Nunca fiquei sabendo o que a havia machucado tanto mas, ao sair do consultório, ela me abraçou e disse baixinho ao meu ouvido: "Obrigada... estou me sentindo bem mais aliviada". No meu modo de ver, não existe terapia se não houver delicadeza e sensibilidade...

C.A. - É... é emocionante esse teu relato... E como é que vc percebe o que propor pra cada paciente? É um olhar clínico? Ou é olhar com o coração??
E.P.C. - Mais uma oportunidade de exercitar o "E" ao invés do "OU"... Claro que o olhar clínico é imprescindível, mas sem o coração fica tudo muito frio. No caminho da terapia não há certezas, cada pessoa é única e, por isso, não há receita pronta... e é aí que entra o coração... Como recomenda Jung: conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas uma outra alma humana...

Edna, querida, muitíssimo grata por essa entrevista concedida aqui pro Coisicas Artesanais. Aliás, muito grata por tudo! Gratidão é o sentimento mais intenso que aflora de mim por você, para além de algumas afinidades descobertas, para além do afeto construído e do carinho confirmado, para além do respeito e da admiração que ultrapassam o período em que fomos "companheiras evolutivas" ;) 

Muito grata! Pelo companheirismo, pela generosidade, pela doação...

É lindo e emocionante ver que você realiza seu trabalho com tanto amor e que distribui esse amor entre as pessoas que procuram a tua ajuda para descer até seus porões, fazer a faxina e... encontrar insuspeitados tesouros!

Agradecida demais da conta! ♥

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E se você curtiu essa entrevista e quer conhecer um pouco mais a Edna e seu trabalho, ler reflexões que tornam o dia mais leve (ou que deixam uma pulguinha atrás da orelha, rs...) e, ainda, se está curioso para ver (e se encantar com) as lindas Mandalas por ela criadas, visite o seu blog!

Aqui: Edna Encontrarte
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30 de agosto de 2017

Carta aberta sobre a importância de dar os créditos, sobre corrupção e sobre o que uma coisa tem a ver com a outra (e você com isso)

Breve reflexão sobre a 'nossa parte nisso tudo'...


Alguns anos atrás, uma grande amiga, mãe de um menino com então 7 ou 8 anos, conversou comigo, estupefata, sobre o que tinha visto na feirinha de ciências na escola do seu filho. Na feirinha, vários estandes foram montados de acordo com os temas propostos para pesquisa e os trabalhinhos das crianças eram expostos em murais para que todos pudessem ler.

Essa amiga comentou que nenhum dos trabalhos citava a fonte (vá lá, trabalhinhos de crianças nessa idade não precisam necessariamente ter bibliografia, elas ainda terão tempo para aprender isso... Mas por que já não ensiná-las numa oportunidade como essa?). 

O que causou espanto em minha amiga, no entanto, não foi isso. Dentre aqueles trabalhos, havia um que era simplesmente um "print de tela" de uma página da internet, sem o cuidado sequer de uma edição do conteúdo. Não sei se uma criança de 7 ou 8 anos àquela época teria expediente para fazer uma busca no google, entrar num site dentre os encontrados com aquele tema e mandar imprimir o que achou a respeito... Suspeitamos que ela sequer tenha participado efetivamente daquela "pesquisa". E tampouco o seu "responsável"... Assim fosse, o "trabalho" impresso não traria também links e propagandas do site de onde fora extraído, demonstrando desleixo e escancarando a 'pirataria'.

Ficamos nos perguntando, minha amiga e eu, como é que aquele pai ou mãe não sentia vergonha de representar um 'papelão' daqueles... E ela, que é mãe, se perguntava ainda isso: o que aqueles pais estavam ensinando para aquela criança?

Nos últimos anos o nosso país tem sido assolado por notícias de corrupção e todos reagimos com justificada indignação, mas poucos realizam que a corrupção existe e se manifesta o tempo todo em pequenas coisas no nosso cotidiano... e que somos coniventes, quando não, agentes.

Poucos enxergam a corrupção, por exemplo, num "trabalhinho" impresso a partir de uma página da internet e apresentado na escola como se fosse do aluno; ou quando um de nós, por extremo cansaço ao fim de um dia de trabalho, na volta para casa, parece não notar que outras pessoas aguardam na porta do metrô para que saiam alguns passageiros da condução e, então, impaciente, entra esbarrando naqueles que estão por sair e "trapaceando" uma fila onde outros (possivelmente tão cansados quanto ele) aguardam educadamente a sua vez de entrar; ou ainda quando, naquele ansiado feriadão, no trânsito parado na estrada a caminho da praia ou da montanha, encontramos justificativa para "tirar o atraso" seguindo pelo acostamento...  

(Tratando-se de justificativas, aliás, se observarmos os "grandes corruptos" que têm sido pegos de "calça arriada" ultimamente, excetuando-se aqueles providos de boa dose de cinismo para negar o inegável até o fim, todos os demais terão alguma justificativa para o ilícito cometido...).

A corrupção existe onde as pessoas acham certo fazer o que sabem ser errado. E isso nos toca a todos em algum momento da vida... Os "grandes corruptos" que temos visto na TV e aqueles "pequenos" com quem convivemos (ou encarnamos, nós mesmos) no dia a dia, no cruzamento trancado no trânsito, na fila do transporte público para casa, na ultrapassagem pela direita... guardam em comum mais coisas do que podemos (ou temos a coragem de) suspeitar... Porque tudo esbarra numa questão de valores. E não me refiro aqui a montantes em dinheiro dentro de malas passadas de assessor a assessor... Me refiro a caráter, justiça, hombridade e senso de bem-comum que devem ser aplicados a todos (e não só a mim e não só quando convém). E, se pensarmos bem sobre esses valores, vamos concluir que sua base reside numa certa humanidade, que temos visto escassear sob as mais absurdas justificativas...

(Neste e em outros âmbitos, aliás, as "justificativas" têm servido apenas para que continuemos cometendo os mesmos erros de sempre livres do desconforto da vergonha que seria justo sentirmos...).

Por isso, retomando o mote que nos primeiros parágrafos serviu para introduzir esta reflexão, eu venho apelar para uma coisa muito simples, pequena e desimportante: se você gostou do que leu por aqui sobre algum artista, se quer copiar uma foto porque se identificou com ela, se vai apresentar um trabalho na escola (ou se você é o pai que vai ajudar o filho nisso) sobre barroco ou arte naif ou outros temas que eu acabo desenvolvendo neste espaço, se vai se valer de informações que encontrou aqui, seja honesto: cite a fonte e dê os créditos

Resgatemos o bem, o zelo, o respeito, a cordialidade que todos queremos e que nos têm feito já tanta falta; retomemos os nossos valores; sejamos melhores do que temos sido; sejamos mais humanos, mais justos e verdadeiros. É mais fácil do que a maioria pensa. Basta querer.

"Seja a mudança que quer ver no mundo", dizia Mahatma Gandhi... Sejamos então! E comecemos pelas pequenas coisas, pelas "menos importantes", porque é delas que estamos cercados e é com elas que construimos a nossa vida no dia a dia... E porque nas menores coisas e nas pequenas atitudes, afinal, já estamos escolhendo e definindo o que queremos, o que valorizamos e qual caminho desejamos seguir... Comecemos por elas. E comecemos desde já!

Grata,
Simone dos Santos.
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8 de agosto de 2017

Lojinha: vendem-se Coisicas!


Recentemente descobri que uma amiga muito querida (e que acompanha este blog assiduamente e sempre me dá retornos super carinhosos do que lê por aqui) tinha "perdido aquela parte" sobre eu também vender as minhas coisicas neste espaço... (hein!?!?)...

Fiquei preocupada... Desconfiei que minha amiga poderia estar sofrendo de algum tipo de bloqueio, deficit de atenção, stress pós-cibertraumáticosíndrome da rejeição inconsciente de conteúdos em diagramação bloguística, informatite virtual... Ou só de "vista cansada" mesmo...

Em todo caso, pra facilitar a vida dela, a de leitores desatentos ocasionais e a minha, decidi criar esta lojinha, onde mostro cada coisica disponível para venda aqui no Coisicas Artesanais ;)

Um click em cada foto ou legenda direciona para um post específico com maiores informações sobre cada peça. 

- Êi, 'miga! Agora tá facinho escolher uma coisica pra chamar de tua, né não?? ;)

Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Oxum

 
Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Divininho sobre CD reciclado



Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Sacolinha Boi-bumbá

Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Quadrinho Rústico
Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Meu pombinho em flor
Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Uai, Minas Gerais!
Coisicas Artesanais - Simone Dos Santos
Penduricalho à la Demori

























Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Pombinhos coração




Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Mimo organizador para traquitanas penduricáveis



Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Mandalinha do Divino com aparador de panela
Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Mandalinha aparador de panela


Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Quadrinho Nossa Senhora
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7 de agosto de 2017

Coisicas Artesanais - Mais um pombinho em flor


Para quem fez aqui um post-quase-manifesto dizendo, justificando e tornando a dizer (pra deixar bem claro) que não faz réplica das pecinhas aqui publicadas, não e não mesmo (pra que não restasse dúvida), hoje eu venho "queimar a língua", me contradizer (um pouquinho só) e publicar mais um pombinho em flor... ♥ ♥ ♥

Mas não chega a ser uma contradição tão severa assim, vá lá, já que naquele quase-manifesto eu também explico que até faço, sim, réplicas. Sempre que tenho vontade ;)

Também não chega a ser uma réplica tão réplica assim, já que, no final das contas, são pecinhas diferentes e de "personalidades" distintas, tendo em comum apenas a "ideia-base" que as germinou... 

Vai ver se trata de uma nova mania minha, uma tara ou fixação, afinal, é o terceiro que publico aqui em menos de 1 ano... Peço, então, que me deem um desconto e me concedam absolvição... Quem não tem suas manias que me atire a primeira flor... ;)

E deve ser meeesmo uma espécie de fixação nova se formando, porque, pra criar essa pecinha aí, eu tive até que mover uma "ação de despejo" e remanejar peças de uma outra já prontinha e publicada aqui...

Mas... Vocês hão de concordar comigo... Não ficou lindinha a nova pecinha?? Ó só:

Coisicas Artesanais - Simone dos Santos - Meu Pombinho em Flor
Meu pombinho em flor - mais um...

Descrição: mini pombinho de madeira aplicado sobre flor de madeira, ambos encerados. Fitinhas de cetim, corda de juta e contas de "pérola" completam a pecinha.

Medidas: Aproximadamente 7 cm de diâmetro, 2 cm de profundidade e 15 cm de altura (considerando-se as pontas da cordinha).

Valor: R$ 25,00 + frete.

Quem tiver interesse em comprar a peçabasta entrar em contato através do e.mail  coisicas.artesanais@gmail.com  para tirar dúvidas sobre frete e forma de pagamento.

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4 de agosto de 2017

Coisicas Artesanais - sacolinhas de presente


Na última semana uma amiga comprou uma Bandeirinha do Divino aqui do Coisicas e me disse que era para dar de presente a uma pessoa querida. 

Coincidentemente, a pessoa querida em questão era também uma grande querida minha e, então, por se tratar de uma "coisica para presente" e por se tratar, ainda, de presente para pessoa tão cara, eu senti falta de ter uma embalagem bacana e mais "pimpona".

Na intenção de fazer uma embalagem bem fofa, pr'aquela pessoa maxi-querida receber seu mimo com carinho, eu acabei comprando umas sacolas de papel e dei uma "alegrada" na vidinha delas... Apliquei flores e coração de feltro, escrevi o nome do blog...

Simplezinho e singelinho (como, aliás, tudo o que eu costumo criar por aqui, né?). Mas... Ficou fofinho, não?

Coisicas Artesanais - Simone dos Santos

As sacolinhas serão entregues junto com encomendas acima de 100 reais. Mas corra! É por tempo limitado (apenas enquanto durar o estoque!) rsrs. Em breve comprarei outras e criarei novos modelitos. Estas ficaram com cara de pré-coleção primavera-verão, não? Já estou cá matutando as próximas... ;)
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1 de agosto de 2017

Coisicas Artesanais - repaginando peça em período de crise


Vez em quando bate "a louca" e a gente quer doar meio guarda-roupa, passar perfume adiante, botar no lixo nossos sapatos mais glamourosos e picotar o cabelo num pixie bem fresquinho, né?

"Só" porque a gente não se reconhece mais naquela saia estampada (ou no corte de cabelo padrãozinho), porque enjoou do perfume que tanto amou um dia ou não quer mais calçar sapatos lindos que nos aniquilem os pés...

Acho que toda mulher já passou por isso dezenas de vezes numa vida...  Crise?? Há quem passe por coisa parecida dezenas de vezes num só mês... (Não é o meu caso. Sou taurina... De-va-gaaaarrr... O bom disso é que minhas "crises" custam muito a chegar. O lado ruim é que elas se demoram um tanto em partir...).

Mas essa semana me bateu uma "louca" dessas. E foi com uma pecinha que até já tinha publicado. Na verdade, não foi o caso exatamente de eu ter enjoado dela ou de não mais a reconhecer... Tampouco quis picotá-la e nem ela me aniquilava os pés...

É que tive uma ideia e... para realizá-la, teria de promover certa "ordem de despejo" na tal pecinha... Sai um pombinho, entra uma Nossa Senhorinha...

E minha pecinha pós-crise ficou assim:

Coisicas Artesanais - Simone dos Santos
Pecinha repaginada em período de crise


Descrição: quadro em madeira de demolição com aplicação de pátina, forro em mdf com aplicação de tecidos (tricoline), flores de madeira e Nossa Senhorinha em madeira patinada comprada em BH. 

Medidas e valor: quadrinho de 35,5 cm x 17 cm com 2,5 cm de espessura. Flores com aproximadamente 4 cm de diâmetro e Nossa Senhorinha com 7,9 cm de altura. A peça sai a R$ 60,00 + frete.

Quem tiver interesse em comprar essa pecinha com nova inquilinabasta entrar em contato através do e.mail  coisicas.artesanais@gmail.com  para tirar dúvidas sobre frete e forma de pagamento.

Quer conhecer a pecinha que sofreu o "despejo"? Então dá uma olhadinha aqui.

E conheça aqui a pecinha que, para "nascer", causou toda essa crise, remanejo e rebuliço! ;)
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14 de julho de 2017

Falk Brito - dobrando o tempo no tempo da delicadeza...


Conheci o trabalho do Falk Brito anteontem. (!)

Não, na verdade, verdade mesmo, foi um dia antes de anteontem, mas acho esquisitíssima a palavra que caberia neste caso (trasantontem), então... Minha-nossa, vamos pular essa parte...

Conheci o trabalho do Falk Brito num dia desses (nada mal, hein?), numa pesquisa de imagens na internet... 

Nunca acreditei muito em amores assim, platônicos, casos de novela, namoros de internet... Mas em amor à primeira vista, sim, nisso sempre acreditei! E eis que, daquela pesquisa inocente e sem nenhuma intenção, acabei caindo no blog do Falk e... me apaixonei perdidamente!

Nunca tinha aventado falar aqui de um trabalho como o dele (mas isso pelo simples fato de ainda o não conhecer). E nunca tinha me ocorrido de eu "conhecer - me apaixonar - publicar" aqui no Coisicas em tão pouco tempo! 

Pois é... Foi assim mesmo: num dia o conheci, no outro me declarei e em apenas 3 dias ao todo (trêêês diaaas!), tinha esse post prontinho para instigar a quantos mais quisessem se apaixonar pela delicadeza daquele trabalho...

Falk Brito trabalha com papel, faz dobraduras, origami... "Eu dobro para transformar olhares", ele diz. E é exatamente isso o que ele faz! Porque ele cria significados, metáforas e poesia capazes de salvar nosso olhar da monotonia e prepará-lo para enxergar toda a surpreendente beleza de uma flor de papel, de uma caixinha de papel, uma estrela de papel, um pombinho, uma borboleta, uma mandala... 

Papel?? 

Não... É certo que não.

Gentileza, bem-querer, delicadeza, carinho, sonho, asas, música, poesia, amor... É isso o que o Falk vem nos apresentar... 

Coisicas Artesanais - Falk Brito - Origami
Quadrinho com flor - Arte e foto de Falk Brito


Coisicas Artesanais - Falk Brito - Origami
Caixinhas - Arte e foto de Falk Brito

Coisicas Artesanais - Falk Brito - Origami
Marcadores de página - Arte e foto de Falk Brito

Para conhecer mais e se encantar com o trabalho lindo e delicado do Falk Brito, acesse os links abaixo:

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www.pinterest.com/falkbrito
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